domingo, 17 de julho de 2011

Sem você

O que eu faço agora
Que já não te tem mais aqui?
Sim, você se foi...
E eu?
Ah! Aprendo a lidar com isso sozinha,
Como sempre...

Quando eu dizia amar-te
Havia verdade em minhas palavras...
Mas não me importa mais a sua parte
Com quem você sorri,
Quem te faz feliz...
Importa apenas que você está feliz...

Eu? Feliz?
Posso não estar no momento
Mas continuarei sem você
E encontrarei novos motivos pra sorrir
Pra ser feliz...
...sem você...

Belma Andrade


 Como esclarecido no post anterior, texto antigo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

- São os últimos?


- São.
Acabou. Não pensei que seria assim.
Não pensei que reagiria dessa forma.
Que seria tudo tão repentino.
Passamos por tanta coisa.
E por cima de tantas outras.
Desculpe-me por minhas atitudes,
Por minhas palavras,
Por te amar.
Poderíamos ter evitado.
Mas agora só devo evitar
Teu amor.
Não farei nada mais comigo mesma.
Não se preocupe comigo.
As lágrimas são apenas de saudades.
Ainda te amo. Muito.
Mas aprenderei a te ver como antes.
E se não conseguir, fingirei.
Esboçarei o mais belo sorriso
E escutarei nossas músicas...
Lembrar-me-ei de nossos bons momentos...
Mas superá-los-ei...
Se for assim que deve ser,
Assim será.

Belma Andrade
Como esclarecido no post anterior, texto antigo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Já nem sei...

...mais o que é passar um dia sem ouvir sua voz de encontro aos meus ouvidos. O tilintar de ressonância de suas palavras me pegam de modo inesperado e confuso. Queria ao menos entender porque isso se tornou tão forte. Discutimos de forma indesejada e evitável. Meus sentimentos por ti são mais que verdadeiros. São enlouquecedores e só de te imaginar de outra forma, me faz correr uma força estranha de tremer por dentro que assusta. Um frio na barriga também me vem à tona e só então eu me dou conta novamente que isso tudo já está muito mais fora de nosso controle do que imaginamos.
Vou dormir após horas falando contigo pelo celular e discutindo nossas vidas. Então, eis que me chateio e ajo de modo inconseqüente. Depois me arrependo, mas sua voz já se fez muda do outro lado da linha, você dorme agora... Eu reúno a insônia com os meus obsoletos pensamentos e caio num mar de contradições. Minhas palavras então mergulham num outro mar... Este de mágoa e culpa e você continua lá... Em minha mente. Calado, confuso, esperando algo de mim. Algo que eu sei que posso dar-te, mas meu orgulho se faz egoísta. Tenho medo de te acordar e receber palavras amargas e frias como respostas. Então tento adormecer... Tarefa árdua e complicada. Reviro-me entre lençóis que me trazem um cheiro que me lembra você.
No entanto, quando eu menos imagino e mais quero, o telefone faz um barulho estranho. Ele chama por mim. Quando noto o identificador de chamadas, me surpreendo, é você. Minha pulsação acelera e a respiração ofegante então fica... Atendo a chamada, confusa e com o dedo polegar fazendo pressionar uma tecla que possibilitará novamente ouvir tua voz. O silêncio se faz e meu coração bate de um jeito estranho e bobo. A emoção de te ouvir toma conta de todos os meus mais privados sentidos. Você então diz suas belas palavras. Aquelas três palavras que me fazem ver novamente todo o sentido de viver isso tudo.
Sua voz agora, diferente de antes, é mais firme e precisa. Transmitindo em mim certa necessidade de ter-te em meu lado. Questiono, opino e até ouso me renegar. Mas então, te falo o que precisavas ouvir e o que eu precisava falar. Desculpo-me e sua voz agora se embaraça num misto de surpresa e entendimento. Sua resposta me faz sentir aliviada. Ou és demasiadamente maduro ou simplesmente me amas demais para dizer algo contrário a tudo isso. Volto então a sentir-me amada por ti e repenso nas bobagens que cometemos reciprocamente.
Porém, me fazes umas perguntas estranhas e como não poderia ser diferente, respondo estranhamente. Digamos que meia noite tem sido o meu horário de reflexão. Então, sem alardes, me perguntas o “por que” disso ter se tornado tão forte e eu respondo que não sei. Pergunto-te então se deveria ter sido assim e você me dá uma resposta negativa. Eu te pego de surpresa e faço uso de palavras que ouvi de sua boca uma vez. “As coisas acontecem porque devem acontecer”. Pois então é o que eu penso e te pego abruptamente desprevenido.
Se tudo aconteceu da forma como aconteceu e tomou essas proporções, foi porque assim deveria ser. Nada é por acaso, tudo tem justificativa e conosco não poderia ser diferente. Você então entra em acordo comigo e se dá conta da força de nossas palavras que podem sim se voltar para/contra nós como ações. Tudo então volta ao normal. Docemente, calmamente. Deixa-me mimar você? Não precisa pedir isso eu já faço simplesmente como conseqüência desse amor por ti que eu já nem sei...

Belma Andrade


É, parece que vou ter que esclarecer umas coisinhas novamente... Estes textos que venho postando (com excessão do que foi feito em parceria com o Matheus Pereira) são antigos... Não tem nada recente. São de um caderno que há muito tempo rabisco umas coisas e comecei a digitar e estou postando aos poucos no blog. E não, eu não estou triste e por isso tenho escrito certos poemas tristes. São fases da vida pelas quais todos estamos sujeitos e como vejo das minhas palavras, o meu refúgio, extravazava tudo por intermédio delas, só isso. :)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sabe...
Estive pensando esses dias,
Apenas refletindo
Como costumo fazer
E cheguei à seguinte conclusão:
Não sei amar como dizem amar!
Não consigo seguir estereótipos de paixão
E namorar alguém que siga...
Não me sinto atraído
Apenas por beleza externa...
Por beleza falsa,
Por silicones e progressivas...
Quero ter alguém ao meu lado
Que preze pela inteligência...
Que converse comigo
Sobre futebol, games, política,
Sobre o mundo, o clima...
Que reflita comigo
Sobre coisas da vida
Sobre acontecimentos rotineiros,
Mas que tem alguma essência...
...Essência!
Quero alguém que trabalhe
Mais o intelecto,
A reflexão,
O saber...
Do que apenas o parecer.
Quero alguém que me aceite
Assim como eu sou...
Com a minha esperteza,
A minha audácia,
O meu jeito de ser...
E encare isso como bom
E não como forma de “se mostrar”,
Assim como muitos o fazem.
Quero alguém simples
E ao mesmo tempo extravagante.
Simplicidade na beleza,
Na atitude,
Naquilo que cativa...
Extravagância no desejo
De sempre saber mais,
No conteúdo,
Naquilo que realmente importa...
Será que estou querendo demais?
Não sei...
Só sei que quero
E espero que assim seja.
Não vou fazer juras impossíveis
De amores eternos.
Mas vou fazer o possível
Para conseguir amar
E, por causa disso, ser amado...

Belma Andrade e Matheus Pereira


Vamos lá aos créditos: Matheus digitou um texto sobre "namorar" e falou uns atributos que devem ter a tal relacionamento. Eu li o texto, e disse que poderia adaptá-lo a forma que gosto de escrever e aí está. Ele gostou do resultado e estou postando aqui. ^^

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Controvérsias


É incrível
Como palavras inesperadas
Vindas da pessoa amada
Podem magoar.
Eu vi
Seus olhos negando suas ações
Negando suas palavras
E até suas emoções...
Mas você insistia em me testar!
E o que eu fiz?
Mostrei-te como eu estava
Deixei-te ver o que estava preso
Em mim.
Foi aí que você notou
O quanto me magoou
E me levou para perto de ti...
Tentei renegar-me, conter-me
Mas não consegui.
Entregue aos seus braços
Eu estava.
Seus afagos me confortaram
Seu amor se mostrou
E novamente lá estávamos.
Depois longos sorrisos se expuseram
Mas a dor que foi sentida
Quase me matou por dentro...
Amo-te demais
Para me amar...

Belma Andrade

domingo, 10 de julho de 2011

Lágrimas...


São mais do que água
Transbordando de meus olhos;
Envolvem sentimentos...
Por você derramei lágrimas
Amargas, tristes, insuportáveis...
Sim, chorei por você!
Chorei mais do que imaginei...
Chorei mais do que pensei
Chorar por você...
Uni meus motivos a outros
E pude me desmanchar em lágrimas.
Chorei para todo mundo ver
Só eu sabia o real motivo
Só eu sentia a real dor...
Por favor, alguém me tira daqui?
Quando eu menos pensei
Enganei-me, me iludi...
Motivos querem nos distanciar...
E se assim for, o que fazer?
Revoltar-me, sofrer, chorar?
Ah, que droga!
Eu te amo e isso é sério...
Segurei-me várias vezes
Pra não chorar na tua frente,
Vi tuas mãos deslizarem das minhas
Vi desejos quentes em teus olhos
Porém, vi também renegações
Medos, testes, repreensões...
E como meus olhos ficaram?!
Cheios dessa água amarga
Cheios de mágoa
Mas acho que eu fiz por onde
Prometi a mim mesma ponderação...
Consegui?! Não!
Chorei rios de lágrimas...
Até quando isso?
Suportar tudo isso
Justamente agora que eu percebi
Que sem ti é difícil ficar
Mesmo que seja tua amizade
Eu ainda quero...
Ver-te distante, machuca,
Faz doer...
Todos vêem sorrisos em mim
Largos, “sinceros” e amigos...
Mas não vêem como estou por dentro...
Como estou profundamente...
E como meu coração acelera,
Como minhas emoções fluíram,
Meus desejos se destruíram,
Meu mundo caiu,
E como dos meus olhos ainda espero
Toda a água cair
Esta que está contida, transbordar...

Belma Andrade