domingo, 21 de abril de 2013


É lindo e me encanta
Te ter nos meus pensamentos...
Me conforta, acalma
Quando recebo teus acalentos;
E se tudo se tumultua,
É em ti que me aconchego.
Ah, amor meu,
Bem querer, e estar...
Vamos matar a distância,
Dar um basta na saudade!
Vem, pega minha mão,
Volta a ser tudo aqui.
Vem logo pra mim!
Quero passar
A ter de volta
Tudo teu que é tão meu...
Sim, sou mais frágil
Do que pensei ser.
Não sei, não consigo mais
Olhar pras minhas mãos
E não enxergar mais
As tuas junto às minhas.
Tempo grande, amor
De dedicação à gente.
Meu coração te sente
E não mente quando palpita
Toda vez que te reencontra,
E me conta que sempre soube
Que tudo aqui é teu
E que vale a pena
Te esperar, querer tu voltar,
E te entregar
Todo o meu amor
Que agora e sempre é teu!


Belma Andrade

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Desde que te conheci, barcos têm um significado muito grande pra mim. Tu és meu porto, sabe? Onde eu joguei minha ancora, de um peso em demasiado pesado. Tenho amarras bem firmes aqui que nunca vou permitir soltar; nem mesmo quando passarmos por aquelas tempestades que parecem nunca ter fim. Os ventos as vezes fazem minhas velas balançarem muito, mas estas, sempre voltam ao lugar que elas bem sabem ser delas. Toda a imensidão do mar que rodeia a gente, sinto que chega a nos assustar, e, quando o mar está agitado, nos desnorteamos num piscar de olhos! Não há bussola, capitão-coração que dê jeito. Amedrontamo-nos, mas logo menos, acompanhamos o ritmo das ondas de novo, como se acompanhássemos o ritmo da dança do nosso mar; sempre. Dançamos até conforme o vento, mas sem sairmos do lugar. Meu barco, frágil e fraco –como chegou ao teu porto- era solitário e andava meio sem rumo. Era desengonçado-não que ainda não o seja-, mas não queria tomar um Norte certo. Quando ele conheceu teu porto, foi uma euforia só! Não sabia muito bem ter o controle das próprias velas e como lançar ancora; mas teu porto foi sempre tão paciente, calmo, e me esperou de pouquinho, até que me viu de vez nele, sem querer mais sair. Teu porto era desconhecido, e cheio de obstáculos, não nego, mas meu barco queria te desvendar e não se deixou amedrontar! Hoje em dia meu barco tem certeza que lançou ancora no porto certo. Num porto que tem ventos fortes e ameaçadores, mas que ajuda meu barco a driblar tudo e até mesmo o medo. Teu porto hoje me é seguro. Meu barco tem certeza que o peso da ancora dele triplicou e ele não tem mais forças para tirá-la de volta. Meu barco não quer e nem consegue mais sair do teu porto. É engraçado até, e mesmo tendo chegado de mansinho, carregado pelo amigo vento e se instalado, ainda me pediu pra te escrever essa cartinha perguntando: “Teu porto aceita meu barquinho pra sempre?”

Belma Andrade

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


E conversar comigo seria como abrir o diário de um exagerado...
Meu sorriso não é pouco, no canto da boca, um meio sorriso. 
Minha lágrima não estanca, não vem pouca, mas derrama...
...e me encharca o rosto. 
Não sou mais um “eu”, apenas. 
Sou todos que eu posso e também que não posso ser. 
Sou tudo, menos pouco. Menos metade. 
Não adianta, eu choro lendo romances. 
Choro assistindo romances, choro vivendo romances. Choro. 
Rio muito, mas muito mesmo e por tudo. 
Não sei mais viver e me entregar às bagatelas;
me policiando, periodizando... 
Sou completa, me doo, me entrego em demasiado, pra viver tudo. 
Se não der certo, lá venho eu chorando de novo.
Derramando oceanos. Mas me entrego de novo e de novo e de novo. 
Tudo em muito, com muito drama, muito tudo. 
Tudo ou nada. 
E do nada ainda faço um tudo só pra não ficar com pouco, 
pra não falar pouco, pra não me derramar pouco.

Belma Andrade  

domingo, 6 de janeiro de 2013


Esperando-te entrar pela porta sorrindo esse riso livre pra mim de novo. Esperando chegar do teu ladinho e te sentir tão perto que posso até jurar que nos tornamos num só. Não, não larga minha mão. Não desiste de mim, de tudo, da gente. Não vai embora ainda. Preciso caminhar junto contigo e sentir que nada mais ao meu redor importa. Esse laço de amarras firmes não pode desmanchar; não podemos ceder. Temos força e somos a força. Espera-me pra vivermos todo aquele futuro por nós traçado. Um dia, eu sei, não precisarás mais ir embora. E assim sei também que nos teremos sempre. Querermo-nos sempre. Amaremo-nos sempre!

Belma Andrade 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Amor...
Essa cousa tão louca
Que me tira o sono
E que de tão grande
Causa-me espanto.
Um coração bom,
Uma alma aberta,
É só o que basta
Para o amor entrar.
Essa cousa louca
Que me deixa rouca de silêncio
De tanto s o n h a r...

Belma Andrade

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


Quando tento entender
O sentido de tudo,
Deparo-me com o “pra sempre
Tão proferido por nós...
Almejamos a eternidade, sim?!
Lembrar-te-ei ainda que sempre
Sem pressa, Num tempo nosso,
Chamado “pra sempre...”.


Belma Andrade

sábado, 24 de novembro de 2012


Minhas olheiras ressacadas
Pedindo por acalento,
Inebriando como um tormento
Querendo brisa,
Necessitando de tempo...

Meus dissabores
Causando-me tremores,
Trazendo-me rumores
Do que me tem
E do que me quer...

A frase solta
De linhas desconexas
Sombreadas e saudosas
Querendo prosa e verso...

Nem prosa, só verso.
Nem conto, só canto.
Olhares difusos,
Confusos, turvos...
Saudade.


Belma Andrade